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CÂNCER DE MAMA? EU VENCI | UMA GUERREIRA QUE NÃO DESISTE NUNCA | MARIA APARECIDA

Oi pessoal, tudo bem? 

Hoje eu serei breve, pois quero toda atenção de vocês com esse texto a baixo.
Pois vale apena ler, trouxe a historia de uma vitoriosa na luta contra o câncer de mama, pedi que ela me relatasse como superou e como foi pra ela e se ela queria deixar algo para as pessoas que também lutam e assim ela fez !!

Ela é minha tia, um grande exemplo de mulher pra mim e hoje ainda mais pois só nos familiares sabemos como é ou foi para pessoa a luta e sei que ela foi VITORIOSA e eu tinha que contar e inspirar vocês!

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Me chamo Maria Aparecida Alves da Silva, tenho 51 anos. Trabalhei durante alguns anos como auxiliar de limpeza, mas me identifico mais como dona de casa e mãe de família atenciosa e dedicada. 

Sempre tive em mente a importância do autoexame contra o câncer de mama graças as divulgações das campanhas de vinculo público e do procedimento de verificação do nódulo. Durante o banho, adquiri o habito de praticá-lo cotidianamente e em um destes autoexames identifiquei a presença de um pequeno nódulo, algo quase imperceptível na minha mama direita. 

Faço o exame clínico da Mamografia todos os anos, mas após detectar a presença do nódulo, marquei um novo exame de imediato. Nos primeiros exames foi constatado como um tumor benigno, infelizmente houve um equívoco ou despreparo dos médicos responsáveis no diagnostico, pois sentia que o nódulo crescia ao passar do tempo, e aquilo me afligia muito. 

Marquei um segundo exame em uma outra clínica, desta vez solicitei atenção ao médico, pois sentia que algo estava errado, e fui atendida pois ele foi atencioso em expor ao máximo o local onde sentia o nódulo para que fosse investigado durante o exame. 

Após receber o resultado, minhas incertezas se confirmaram, os exames apontaram a suspeita de um carcinoma maligno e foi solicitado uma biópsia com amostra do tumor, um exame laboratorial que confirmaria a presença de um câncer ou não. Foi um momento muito difícil para mim, a simples suspeita me deixava desesperada e insegura; A expectativa pelo resultado final era agoniante.

Nesse mesmo período estava passava por um processo de separação, descobri uma traição do meu marido e estávamos rompendo um casamento de 35 anos. Era doloroso, sentia o chão fugir dos meus pés pois era algo que eu não esperava; Apesar dos altos e baixos de todo relacionamento, não imaginei que algo do tipo poderia acontecer comigo pois sempre estive ao seu lado como companheira fiel. 

Em maio deste ano recebi o resultado do exame, abri-o determinada, independente do resultado tinha em mente que não iria desistir, que iria lutar até o fim. Infelizmente se confirmou o meu maior receio, era um tumor maligno

Apesar de querer ser forte, minha mente foi tomada por milhões de incertezas, sentia me frágil e insegura. Quando meu filho chegou do trabalho e lhe contei o resultado do exame, de imediato caiu aos prantos diante de mim, que apenas lhe dizia para não se preocupar, que superaria mais essa, que Deus estaria ao nosso lado. O mesmo ocorreu com minha filha, recém-casada que agora morava distante de mim. Ela sentia tristeza por estar distante justamente no momento em que eu mais precisaria de sua assistência, mas apenas disse-lhe que não se preocupasse, que tudo iria acabar bem.

Fiz mais alguns exames que iriam me preparar para a cirurgia e está me afligia muito por temer perder minha mama. Não se trata de uma vaidade qualquer, é algo que mexe muito com a gente, algo muito íntimo, o medo de ser mutilada, de perder algo íntimo, porém, algo muito necessário, pois é o passaporte para a cura, para a esperança de seguir vivendo.

Tive muito apoio e carinho da minha família que sempre me enchiam de esperança com suas palavras de consolo; Suas palavras somavam com a grande fé que eu tinha em Deus, sentia que ele estava comigo em todos os momentos me dando forças para seguir em frente.

No dia da cirurgia sentia uma ansiedade muito grande, não tinha medo, apenas a vontade de voltar a minha vida normal e seguir em frente o mais rápido possível. Não foi preciso retirar a mama por completo, apenas o quadrante aonde se alojava o tumor. Tudo ocorreu tranquilamente e minha recuperação foi natural, sem imprevistos ou complicações.

Tive o apoio do meu filho, que durante a recuperação me auxiliava nas tarefas do dia a dia, cuidando da casa e dos demais afazeres. Não foi fácil, pois sempre tive o costume de ter um dia a dia bem agitado, mas tudo o que podia fazer no momento era me manter em repouso. Após me recuperar da cirurgia, a segunda faze e talvez a mais difícil do tratamento se iniciaria. Teria que realizar 16 seções de Quimioterapias entre vermelhas e brancas.

Eu sou evangélica e sempre tive um cabelo muito longo, mas sabia que teria que abrir mão da minha vaidade mais uma vez para combater a doença com todas as forças. 

Optei por não raspar a cabeça, testemunhei cada fio dos meus longos cabelos caírem aos poucos. Foi difícil encarar a situação no começo, mas sempre senti que tudo o que acontecia era para um bem maior, que a cada dia a minha vitória se aproximava mais e mais. 

Superei a timidez e passei a usar o lenço na cabeça com orgulho, era como um símbolo da guerra que estava passando, não para que as pessoas se penalizassem, mas sentissem que uma guerra estava sendo travada, e que a doença iria sucumbir a minha perseverança. Graças a Deus não tive nenhuma reação agravante após as quimioterapias apenas a inevitável caída dos meus cabelos. Meu organismo apesar de fragilizado reagiu muito bem, e estava pronta para iniciar as Radioterapias.

2 de fevereiro de 2016





















Foram 30 seções e eram ministradas todos os dias. No dia 21 de julho fiz a última seção, meu cabelo já começava a crescer, e me sentia vitoriosa. Hoje agradeço a Deus e a minha família pelo apoio, pela força e se venci o câncer, foi graças a todos que estiveram do meu lado. 

" A todas as mulheres que estão passando pela mesma batalha, peço que não desanimem e que sigam lutando por aqueles que amam. A luta não é fácil, mas a vitória é gratificante e você se sente forjada no fogo como, como uma guerreira que não desiste nunca. "

4 de agosto de 2016













Não esqueçam de compartilhar, pessoas precisam de historias de inspirações para passar por situações difíceis como a dela! 

Beijão

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